Mais de 300 casos de Covid-19 contabilizados pelo ES são de pacientes de outros estados





Dos quase 17 mil casos diagnosticados de Covid-19 no Espírito Santo até esta quinta-feira (4), mais de 300 são de pessoas que moram em outros estados. Entre esses, há pacientes do Amazonas, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Santa Catarina.

O maior quantitativo de pessoas com coronavírus de fora do Espírito Santo é da cidade do Rio de Janeiro. São 72 casos da capital carioca identificados em solo capixaba.

As cidades que ocupam o segundo e terceiro lugares nesse ranking também são do mesmo estado: Campos dos Goytacazes (64) e Macaé (26).

Isso acontece porque o Painel Covid - sistema do governo estadual para acompanhamento do número de casos da doença - contabiliza todos os pacientes diagnosticados com Covid-19 em unidades de saúde capixabas, sejam elas residentes ou não no Espírito Santo.

Procurado, o Ministério da Saúde esclareceu que os números não correm risco de ser contabilizados duas vezes.

Mais de 300 casos de coronavírus registrados no ES são de outros estados — Foto: Reprodução/ Painel Covid
2 de 2 Mais de 300 casos de coronavírus registrados no ES são de outros estados — Foto: Reprodução/ Painel Covid
Mais de 300 casos de coronavírus registrados no ES são de outros estados — Foto: Reprodução/ Painel Covid

Na lista que aparece na plataforma virtual, há pacientes de cidades próximas à divisa com o Espírito Santo, como Mantena (MG), Bom Jesus do Itabapoana (RJ) e Mucuri (BA).

No entanto, há outros de cidades muito distantes. Por exemplo, um paciente de Cabedelo (PB), que fica a cerca de dois mil quilômetros de Vitória; outro de Cuiabá (MT), a cerca de 2.100 quilômetros de Vitória; e também de Manaus (AM), a mais de 4 mil quilômetros de Vitória.

Quando consideramos as mortes por Covid-19, até esta quinta-feira (4), o Estado registrou um total de 737, das quais quatro foram de pessoas domiciliadas fora do Espírito Santo.

Duas delas são de profissionais da saúde: um da cidade de Nanuque (MG) e outro de Pompeia (SP). As outras duas vítimas, que não tiveram a profissão informada, são de Itamaraju (BA) e Nova Viçosa (BA).

Profissionais da Saúde
Considerando o número de casos entre os profissionais de saúde, já são 36 infectados de fora do Estado dentre os 3.803 registros no Espírito Santo.

Nesse recorte, os municípios que mais tiveram profissionais da saúde identificados com Covid-19 e buscaram atendimento enquanto estavam no Espírito Santo foram Mantena (MG), com 11 casos; Campos dos Goytacazes (RJ), que tem cinco casos; e Rio de Janeiro (RJ), com quatro casos.

Isolamento
Os números confrontam a ideia do isolamento social – ficar em casa e evitar deslocamentos – divulgado pelos governos estaduais como forma de combater a transmissão do novo coronavírus.

Para a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), vários motivos podem estar relacionados à presença destas pessoas no Espírito Santo, como viagem, trabalho (em portos e plataformas, por exemplo) ou por estarem na casa de familiares.

Atendimento a todos
A Secretaria da Saúde esclareceu, ainda, que o acesso dos usuários ao Sistema Único de Saúde (SUS) não pode ser cerceado em nenhum local do Brasil, já que a universalidade do atendimento – ou seja, todos os cidadãos brasileiros têm direito ao acesso às ações e serviços de saúde – é um dos princípios fundamentais do SUS.

Explicação
De acordo com a coordenação da Vigilância Epidemiológica do Espírito Santo, depois que são identificados, os resultados de pacientes de outros estados são reportados ao Ministério da Saúde e direcionados ao município e estado de residência do paciente, onde são contabilizados.

Sobre o repasse desses casos a outros estados, o Ministério da Saúde esclareceu que os números enviados são contados só uma vez.

O sistema em que o governo estadual repassa as informações de pacientes com Covid-19 ao governo federal é o e-SUS, que não é o mesmo sistema em que os governos estaduais divulgam seus resultados – no caso do Espírito Santo, o Painel Covid.

O ministério esclareceu, ainda, que os Estados são responsáveis pelas informações apresentadas no sistema federal. Isso acontece, por exemplo, para evitar a contagem duplicada de casos.

Reprodução: G1

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